Uma Receita com História
A ideia foi da minha mãe. Inspirada pela textura densa do vinagre balsâmico, quis criar algo com personalidade semelhante, mas feito com a fruta da Quinta. O objetivo era simples: não deixar que os excedentes da nossa produção anual de compotas fossem desperdiçados.
Um processo que não se apressa
Ao contrário do que o aspeto simples da garrafa pode sugerir, o processo de produção destes temperos é longo. A base é o excedente das nossas compotas de fruta, feitas com fruta da época e açúcar. O que se segue é um processo de fermentação que demora vários meses.
Tudo Feito à Mão
Quando dizemos artesanal, é mesmo porque da preparação até ao embalamento, cada garrafa passa pelas mãos de quem a faz. Não há linhas de produção nem processos automatizados. A produção acontece em pequenos lotes, o que garante controlo e atenção em cada etapa, mas também significa que, quando esgota, não há mais.
O que os Distingue dos Vinagres Industriais
Um vinagre industrial é, na maioria dos casos, produzido em larga escala, com recurso a processos acelerados de fermentação e, frequentemente, com adição de corantes, aromas artificiais ou conservantes para uniformizar o produto e prolongar a validade.
Os temperos da Quinta Mourisca não têm nada disso. O sabor é o da fruta real, da época, da região. A textura densa resulta naturalmente da pectina presente em certas frutas e do processo de fermentação lento. A acidez é suave, muito mais subtil do que a de um vinagre de vinho tradicional, o que os torna surpreendentemente versáteis na cozinha.
Uma Linha com Personalidade Própria
Atualmente produzimos temperos de cereja, morango, mirtilo, romã, marmelo e citrinos, cada um com o seu perfil sensorial distinto. Alguns são edições limitadas que regressam apenas quando a fruta o permite. Outros tornaram-se clássicos da Quinta, como o tempero de citrinos e de marmelo.
Todos partilham a mesma origem: uma ideia simples de não desperdiçar, executada com rigor, paciência e muito cuidado.
- Diana -