O nosso fertilizante biológico
No campo, procuramos fechar ciclos e trabalhar com aquilo que a terra nos oferece. Um exemplo simples: usamos o estrume das nossas ovelhas Churra Badana como fertilizante — um material orgânico que nutre o solo e mantém a fertilidade do olival.
O que temos certificado
Ao longo deste processo, certificámos a maioria das árvores da propriedade, incluindo, por exemplo, as nossas pereiras-marmaleiras. Ou seja, a certificação vai além do olival: enquadra o nosso trabalho agrícola como um todo.
Agricultura biológica vs. transformação biológica (não são a mesma certificação)
Há um ponto importante que nem sempre é evidente: produzir de forma biológica e transformar um produto como biológico não são exatamente a mesma coisa. Em resumo:
-
Agricultura biológica refere-se à forma como as matérias-primas são produzidas (o que acontece no campo).
-
Transformação biológica refere-se à forma como um produto é preparado, transformado e colocado no mercado como “biológico”, seguindo o seu próprio conjunto de regras (procedimentos, registos, rastreabilidade e controlos específicos).
São certificações diferentes, o que ajuda a explicar porque é que nem todos os produtos podem (ou devem) ser apresentados como biológicos.
Porque é que a certificação é importante (para os clientes)
A certificação é importante por uma razão muito simples: transforma uma intenção numa garantia verificável.
Para o consumidor, oferece três elementos essenciais:
-
Transparência: existe uma referência externa e independente.
-
Rastreabilidade: é possível associar o produto à sua origem e lote exatos.
-
Consistência: “biológico” não depende de uma promessa, mas de um sistema.
O que muda no dia-a-dia da Quinta Mourisca
A certificação traduz-se em rotinas muito concretas. Não é apenas a forma como produzimos, mas também como provamos que produzimos dessa forma.
Alguns exemplos do que a certificação exige:
-
Planeamento e registo das práticas agrícolas.
-
Separação e identificação dos lotes.
-
Controlo documental de fornecedores e materiais.
-
Verificações regulares e preparação para auditorias.
Porque é que a certificação tem custos (e porque a aplicamos apenas a certos produtos)
A certificação biológica implica custos diretos e indiretos e ambos são relevantes.
-
Custos diretos: auditorias, análises e taxas de certificação.
-
Custos de tempo e método: registo, documentação, rastreabilidade e preparação para inspeções.
-
Custos de produção: trabalhar sem pesticidas sintéticos significa mais tempo no campo, mais prevenção e mais trabalho manual.
Na transformação biológica, as exigências e controlos acrescentam ainda outra camada de complexidade. Por isso, embora certifiquemos a maior parte da nossa produção agrícola, o único produto que transformamos e vendemos com certificação biológica é o nosso azeite.
Para outros produtos, como os vinagres, trabalhamos em pequenos lotes e, nesses casos, o custo proporcional da certificação e do sistema de controlo pode ultrapassar a escala.
Preferimos ser transparentes: manter elevados padrões tanto no campo como na cozinha, e aplicar a certificação onde faz sentido, sem prometer mais do que podemos garantir.
Porque escolhemos este caminho
O nosso projeto nasceu da vontade de valorizar a nossa região e de destacar o melhor que Trás‑os‑Montes tem para oferecer: produtos com origem, cuidado e identidade. A certificação biológica ajuda-nos a proteger tudo isso e a partilhar com quem nos apoia uma garantia simples e verificável: o que chega à sua mesa foi feito com regras claras e responsabilidade.
Se quiser saber mais sobre o processo de certificação ou sobre algum produto específico, entre em contacto connosco, teremos todo o gosto em explicar como trabalhamos, sem atalhos.